A fratura da parte central da clavícula é uma das mais comuns em pessoas jovens e ativas, geralmente causada por queda sobre o ombro ou impacto direto — como em esportes, acidentes de bicicleta ou moto.
O que é a clavícula e por que ela fratura tanto
A clavícula é o osso que liga o ombro ao tórax. Tem o formato de um S, e sua parte do meio é mais fina e menos protegida por músculos ou ligamentos, o que a torna mais frágil. Por isso, é o local mais comum de fratura nesse osso.
Causas mais comuns
- Quedas de bicicleta, moto ou esportes de contato
- Acidente de carro
- Queda da própria altura, principalmente em idosos
Sintomas
- Dor intensa na região entre o pescoço e o ombro
- Inchaço, deformidade ou uma saliência visível no local
- Dificuldade para levantar o braço
- Sensação de estalos ou crepitação ao mover o ombro
- Em alguns casos, dormência no braço, se nervos estiverem afetados
Como é feito o diagnóstico
- Raio-X da clavícula com inclinação: ajuda a identificar o deslocamento
- Tomografia (TC): em casos mais complexos, para entender melhor a fratura ou planejar a cirurgia
- Exame físico para checar se há comprometimento de nervos ou vasos
Tratamento
O tratamento depende da gravidade, do grau de deslocamento e das necessidades do paciente — por exemplo, atletas ou trabalhadores ativos.
Sem cirurgia (conservador)
Indicado quando:
- A fratura não está muito deslocada
- O osso encosta bem entre as partes quebradas
- O paciente não tem alta demanda física
Como é feito:
- Uso de tipoia ou imobilizador por 2 a 4 semanas
- Início de fisioterapia leve após esse período
- Exercícios de força a partir de 6 semanas
- Retorno ao esporte geralmente após 3 a 4 meses
Com cirurgia
Indicado quando:
- A fratura está muito afastada (deslocada)
- O osso encurtou mais de 2 cm
- A pele está sendo pressionada (risco de ferida)
- Há lesões em nervos, vasos ou fraturas associadas (como do ombro ou da escápula)
Como é feito:
- Colocação de placa e parafusos para alinhar e fixar o osso
- Pode ser por cirurgia tradicional ou minimamente invasiva
- A reabilitação começa em poucos dias, com movimentos leves, e avança conforme a dor melhora e o osso cicatriza
Pós-operatório
- Tipoia por até 10 dias
- Movimento leve do braço com acompanhamento médico
- Fisioterapia com exercícios de força a partir de 6 semanas
- Retorno aos esportes em torno de 3 meses
Possíveis complicações
Sem cirurgia: não união do osso, encurtamento que afeta a força do ombro, deformidade visível e dor ao levantar peso ou fazer esforço.
Com cirurgia: irritação pela placa (que pode ser retirada depois), dormência na pele sobre o osso, infecção (rara), lesão de nervos (também rara) e rigidez no ombro.
Prognóstico
Com o tratamento certo, a maioria dos pacientes recupera boa força, mobilidade e função do ombro. O importante é seguir bem a reabilitação e procurar o médico se houver dor persistente, perda de força ou deformidade.
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Perguntas frequentes
Fratura de clavícula precisa de cirurgia?
Depende. Fraturas pouco deslocadas, em que o osso encosta bem, costumam ser tratadas sem cirurgia. A cirurgia é indicada quando há grande desvio, encurtamento acima de 2 cm, risco para a pele ou lesões associadas.
Quanto tempo demora para a clavícula colar?
Em geral, usa-se tipoia por 2 a 4 semanas, com fisioterapia leve depois e exercícios de força a partir de 6 semanas. O retorno ao esporte costuma ocorrer por volta de 3 a 4 meses.
Como é feito o diagnóstico da fratura de clavícula?
Com exame físico e radiografia da clavícula (incluindo a incidência com inclinação). Em casos complexos, a tomografia ajuda a entender a fratura e planejar a cirurgia.
Este conteúdo tem caráter informativo e educacional. Não substitui avaliação médica presencial.