Trauma

Fratura do úmero proximal: a fratura do ombro após quedas

Ilustração da parte superior do úmero, próxima à articulação do ombro

A fratura do úmero proximal é um tipo comum de fratura do ombro, especialmente em pessoas com mais de 60 anos, geralmente causada por uma queda com o braço esticado.

O que é

O úmero é o osso do braço que se articula com a escápula (ombro). Quando ele quebra na parte superior, próxima ao ombro, chamamos de fratura proximal do úmero. Isso pode envolver a parte principal do osso, os tubérculos (onde os tendões do manguito rotador se inserem) ou a cabeça do osso, que se encaixa na articulação.

Quem costuma ter esse tipo de fratura

  • Pessoas idosas, principalmente mulheres, com ossos mais frágeis (osteoporose)
  • Pessoas com diabetes, epilepsia ou que usam corticoides por muito tempo
  • Jovens que sofreram traumas de alta energia, como acidentes de carro

Sintomas comuns

  • Dor intensa no ombro após uma queda
  • Inchaço e hematomas que se espalham pelo braço
  • Dificuldade ou incapacidade de levantar o braço
  • Dormência ou formigamento, quando algum nervo é afetado

Como é feito o diagnóstico

Com avaliação médica e exames de imagem como o raio-X. Em casos mais complexos, pode ser necessária uma tomografia para entender melhor a fratura.

Quando operar e quando não operar

Tratamento sem cirurgia (a maioria dos casos)

  • Indicado quando a fratura não está muito deslocada
  • Usa-se tipoia por algumas semanas e inicia-se a fisioterapia cedo
  • A recuperação pode levar de 6 a 12 semanas

Tratamento com cirurgia

  • Necessário quando a fratura está muito desalinhada ou envolve várias partes do osso
  • A cirurgia pode usar placas, parafusos, pinos ou, em alguns casos, uma prótese do ombro
  • O objetivo é alinhar os ossos e permitir uma melhor recuperação do movimento

Tipos de cirurgia mais comuns:

  • Fixação com placa e parafusos: usada em fraturas mais simples e pacientes com boa qualidade óssea
  • Prótese parcial (hemiartroplastia): indicada quando a cabeça do osso está muito danificada
  • Prótese total reversa do ombro: usada em pacientes idosos com fraturas graves e tendões lesionados

Possíveis complicações

  • Rigidez no ombro se a fisioterapia não for feita adequadamente
  • Dor persistente
  • Necrose (morte da cabeça do osso), se o sangue não voltar a circular na região
  • Perda de força se os tendões não cicatrizarem bem
  • Lesão de nervos, principalmente o nervo axilar

Recuperação e reabilitação

A fisioterapia é essencial e deve começar assim que possível. No início, os exercícios são leves, com o braço sendo movimentado passivamente. Depois, começam os movimentos ativos e o fortalecimento muscular. A recuperação completa pode levar de 3 a 6 meses, dependendo da idade e do tipo de fratura.

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Perguntas frequentes

Fratura do úmero proximal precisa de cirurgia?

Na maioria dos casos, não. Quando a fratura não está muito deslocada, trata-se com tipoia e fisioterapia precoce. A cirurgia é indicada quando há grande desalinhamento ou envolvimento de várias partes do osso.

Quanto tempo leva a recuperação?

O tratamento sem cirurgia costuma levar de 6 a 12 semanas, e a recuperação completa pode chegar a 3 a 6 meses, dependendo da idade e do tipo de fratura. A fisioterapia é essencial.

Quem tem mais risco desse tipo de fratura?

Pessoas idosas, principalmente mulheres com ossos mais frágeis (osteoporose), pessoas com diabetes ou que usam corticoide por muito tempo, e jovens vítimas de traumas de alta energia.

Este conteúdo tem caráter informativo e educacional. Não substitui avaliação médica presencial.

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